Minha infância na Rua Madre Cabrini, Vila Mariana, foi incrível. Nos anos 70 e 80 eu brincava na rua, na praça ou na vilinha, com meus amigos e com o passar dos anos esse número de amigos foi aumentando.
Colecionávamos álbuns de figurinhas sempre, além do sucesso do “Playmobil” e “Falcon". A turma era grande e fizeram parte dela vários membros durante os anos, com os mais diversos apelidos: Joa, Paga, Cuia, Marcelo Japonês, Toninho, Marcelo Brasileiro, Fábio de óculos, Peruca ou Arouca, Cliver, David, Mané, Willian, Lambis, Cláudio Bugalú dadá, Brucutú, Léo, Junior e por aí vai.
Tivemos a “febre” dos fliperamas, com as melhores máquinas de “pimball” que existiram, a fase do jogo de taco, de brincar de polícia e ladrão, de andar skate, dos bailinhos, de jogar vôlei na rua, e por último as de tocar guitarras. Cheguei a ver o Presidente Figueiredo, nos anos 80, que veio visitar um asilo que existe até hoje na rua, ainda na época da ditadura, que, aliás, não nos afetava em nada.
Tínhamos a Mercearia do Seu Chico, um Português, que durou durante anos. Havia um terreno baldio, onde agora é a Faculdade Paulistana, em que entrávamos escondido para brincar nos morros de terra e explorar a área. A maioria de nós estudávamos no colégio Marechal Floriano ou no Madre Cabrini.
Só tenho ótimas lembranças do meu bairro.