Quando a Chácara da Marquesa de Santos começou a ser loteada, por volta de 1875, novas ruas foram abertas e nelas começaram as primeiras construções.
A rua do Gasômetro estava sendo estendida até o Largo da Concórdia. O ritmo frenético dos trabalhos foi interrompido com a chegada da epidemia de varíola, que, de tão violenta que era, obrigou o povo brasense a fazer romaria até a Penha, para que a santa socorresse a população.
A epidemia, segundo alguns sanitaristas da época, teve origem nas águas sujas da Várzea do Carmo.
Enquanto a população esperava a intercessão de Nossa Senhora da Penha, a Câmara pleiteava a urgente instalação do Código de Postura, que assim dizia: "na Câmara, com toda a brevidade, mesmo com preferência a qualquer outro serviço municipal, mande abrir, na Várzea do Carmo, valas para a remoção das imundícies que ali existem depositadas, aterrando-as convenientemente, começando esse serviço pelo aterro que existe nas margens do Brás e para a Rua do Gasômetro, requisitando-se, para esse fim, os galés precisos".
Com o fim da epidemia de varíola, recomeçou a vida frenética daquela população.
A inauguração da ferrovia e da Estação do Norte dava nova ordem ao progresso do Brás.
A Companhia Inglesa São Paulo Railway, para poder atender melhor os usuários que se utilizavam das estações do Brás e da Luz, e os próprios transeuntes, e a fim de evitar a "pouca vergonha", como era chamado na época o ato das pessoas urinarem e defecarem escondidos na via pública, trouxe da Inglaterra três "mictórios públicos".
Vieram desmontados em grandes caixões, contendo as diversas chapas e colunas de ferro. Dois deles foram colocados nas imediações da estação da Luz, e o terceiro na estação do Brás. Oito anos mais tarde, a Companhia de Gás de São Paulo, então localizada na rua do Gasômetro, construiu dois desses "mictórios" e instalando um na rua do Gasômetro e outro na travessa do mesmo nome (hoje rua da Figueira), junto ao paredão da companhia.
Com a instalação desses "mictórios", acabava, assim, as reclamações da vizinhança sobre a "pouca vergonha" que ali tinha se instalado.
Se, por um lado, havia acabado as cenas de "pouca vergonha", por outro, os italianos que viviam naquelas imediações acharam por bem batizar a rua do Gasômetro com o termo pejorativo de "Rua do Pisciaturo".
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