Aos meus oito anos de idade tive um cão com o nome de Rim Tin Tin, era um pastor alemão lindo, com sua pelagem cinza, com uma capa preta nas costas. Era meu companheiro em todos os momentos em que era permitida a sua presença.
Quando eu estava brincando na rua (era o lugar onde, naquele tempo, se brincava), ele lá estava próximo como que vigiando pela segurança do seu amigo (eu). Se eu fosse à escola ou saísse para um passeio, ele aguardava o meu retorno para então sairmos juntos.
Por muitos anos tive a satisfação de gozar da sua amizade e companheirismo, mas como a felicidade não é eterna, um dia, para minha imensa tristeza, o Rim Tin Tin adoeceu e um veterinário o sacrificou para acabar com o seu sofrimento, que era muito grande.
Traumatizado pelo padecimento da perda do meu amigão, fiquei por muitos anos sem ter um cão, mas por conta da vontade de ter novamente a amizade pura e desinteressada de um cão, tive a felicidade de ser presenteado com uma pastora belga, linda, linda. Totalmente negra, sem uma mancha sequer, o que me levou a lhe dar o nome de Pantera.
A Pantera foi fertilizada por um macho da mesma raça e gerou três lindos filhotes, os quais foram doados. Fiquei mais uma vez somente com a Pantera. Os anos se passaram, aquela companheira também teve que deixar este mundo e aqueles que muito a amavam.
Hoje estou com muitos anos também, mas por haver falado à minha querida e amada esposa que eu gostaria de novamente ter um cão, ela e a nossa filha Lilian presentearam-me com o Sueco, um cão da raça Golden Retrivier, que pela pelagem ruiva, da cor exata dos meus cabelos, e da origem dos meus ancestrais, recebeu esse nome.
O Sueco realmente é gente; a sua inteligência, o seu amor e docilidade são dignos de nota. A sua beleza corporal e espiritual é impar. O Sueco é bom, brincalhão, jamais perde a sua infantilidade, quer agradar a todos da família ou visitantes, entende cada palavra ou gesto que lhe dirigimos; ele é tão bonzinho que sempre lhe falo que eu gostaria que, se 1% dos homens fossem como ele, quão bom seria o nosso mundo, onde a miséria e a violência imperam pela maldade que habita nos cérebros e corações da humanidade.
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