Recordar é viver – no. 2

No meu texto passado (Recordar é viver) contei uma pequena história do querido bar Riviera.

Em frente tinha o teatro da TV Tupi (antigo Cine Ritz, da Consolação), conheci muitas pessoas e atores, famosos, fiquei amigo do ator e cantor Vic Damone. Conheci pessoalmente e conversei várias vezes com a cantora americana, já falecida, Ertha Kitt. Quando o Palmeiras contratou o zagueiro Djalma Dias e o ponteiro Nilo, do América do Rio, participei de um jantar com os dois craques.

Conheci também uma cantora israelense, não me recordo o seu nome, era chamada de O Canarinho de Israel.

Era um local maravilhoso, sempre alegre, gente bonita, aos sábados, na parte da manhã, sentávamos nas mesinhas no terraço para tomar as deliciosas batidas feitas pelo Sr. Antonio (creio que já é falecido). Parecia que estávamos sentados na Via Veneto.

Hoje não tem um lugar romântico como foi o Riviera, os famosos sanduíches, o Royal, o Americano, e vários outros.

O chopp era uma delícia, bem gelado, com o famoso colarinho espumante, bem tirado da chopeira pelo barman.

O fundador, Sr. Inacio, e o seu filho, Nivaldo, já faleceram. Da esposa, dona Amalia, e seu outro filho, Renato, nunca mais eu tive notícias.

Sinto uma saudade imensa da época do Riviera, tempos que não voltam mais.

Dizem que quem fala muito do passado tem vergonha do presente. Eu tenho vergonha do presente, da corrupção, da falta de segurança, da violência, pessoas sem palavras. Nem o futebol é mais o mesmo, só se fala em dinheiro. Enfim a vida é assim, goste ou não.

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