Sampa, sempre Sampa

Alguma coisa acontece no meu coração… Quando ao sair do salão de baile na Rua 24 de Maio (Badaró) cruzava a Avenida São João com a Ipiranga nas noites de sábado para domingo.

Lembro-me da minha adolescência nos tempos de “office boy”, era a inesquecível Praça da Sé, com os vendedores de bilhetes, os camelôs, os engraxates, os movimentos da Rua Direita, aquele vai e vem… Viaduto do Chá, travessia da Rua Xavier de Toledo.

Em frente ao Mappin tinha o guarda Luizinho, figura folclórica, sem contar com a beleza exuberante do Teatro Municipal, mais abaixo o Largo do Paissandu e a Praça da República

Gostava de olhar os cartazes dos filmes nas lojas Garbo, Clipper, Mappin, G.Aronson, Lutz Ferrando, Fotótica, Mesbla. Olhava também os cartazes dos teatros na Avenida São João.

Tudo passou e hoje estou com 63 anos. Nasci na inesquecível Maternidade São Paulo, fui batizado na igreja de Santa Cecília.

Sou paulistano, palmeirense, e fui criado no bairro mais lindo de Sampa… O Canindé.

Acho que quem ler este depoimento deverá ter alguma recordaçao deste tempo que não volta mais, mas ninguem esquece, pois igual a São Paulo só São Paulo.

Portanto aqui termino, cumprimentando está metropole por mais um aniversário.

Um abraço do seu tamanho e da sua grandeza.

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