"Querido Largo do Arouche"

Ele esta ali tranquilo, entre a Amaral Gurgel e a Vieira de Carvalho, com sua praça arborizada, perfumada, alguns prédios imponentes, que lá do topo a vista toda a zona oeste de São Paulo, do Dinho’s Place, do charmoso La Casserole (mais de 50 anos), dos seus bancos com sombras das árvores para curtir um jornal, um bom bate-papo, do mercado das flores que é a menina dos olhos do Largo, do famoso "Restaurante o gato que ri" cuja foto do gato, pode observar que ele esta sempre olhando para ti.

Da charmosa banca de jornal na esquina da Vieira de Carvalho, bom lugar para comprar jornais nas madrugadas de sábado, do velhinho, querido e saudoso "pingão" onde você podia ouvir uma música através de fichas naquelas máquinas americanas, de ficar paquerando ali nas suas cadeiras, tomando um gelado chopp. Nas suas quebradas (Rua Vieira de Carvalho), tínhamos e ainda temos bons restaurantes, tais como "Rubayatt”, “Almanará”, “Galetos”, “Carlino”, alguns já foram embora.

De uma loja de obras de arte, do Hotel Ouro Preto e outros mais, do elegante Cine Arouche, do doce da Dulca, dos seus antigos moradores que fizeram até abaixo assinado para tirar os bares face ao grande índice de malandros e gays que freqüentavam a região. Infelizmente hoje o largo, que já foi até tema de programa da TV, passa por um processo de desprezo e abandono das autoridades, que deveriam olhar para esse charme paulistano chamado "Largo do Arouche".

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