Primeira professora

Dizem que o homem esquece a primeira namorada, mas não esquece a primeira professora.

Verdade!

Década de 50, Grupo Escolar Mário de Andrade, aqui no Brooklin, levado pelas mãos de minha mãe, ingressei no mundo do saber, aprendendo o ABC pelos ensinamentos da minha primeira e inesquecível professora.

Seu nome: Rosa, ou melhor, Dna. Rosa.

Vendo a foto, já esmaecida pelo tempo, mas nítida perfeitamente, que emoldurada está, presente "surpresa" de meu pessoal no dia de meu aniversário, cuja foto acharam no álbum que no baú estava.

Somos, na foto, 37 coleguinhas, formando quatro fileiras ascendentes e a Dna. Rosa, sentada elegantemente no nosso meio, na primeira fila.

Olhando-a, com os olhos de um adulto, vejo uma linda morena, com tez bem clara, parecendo-me, pelos traços, uma paulistana, oriundi de imigrantes de la Belle Italia.

Na foto, somente um amigo identifiquei, cujo nome também lembrei.

Rosa, Dna. Rosa, se viva estiver, pode ser, não sei, mas quero deixar registrado, que a guardo em minhas memórias e sobretudo em meu coração.

Aceite minha eterna gratidão.

e-mail do autor: [email protected]