Ponto 4 (o bar do Serafim)

Nas décadas de 60/70, tinha na Rua da Consolação vários bares e boates famosas. A boate Nuit Dor, o Je Reviens, a Tasca do Caetano, e os bares mais badalados, como o Riviera e o Ponto 4 (era um pegado ao outro).

A freguesia do Ponto 4 era mais simples e menos sofisticada do que a do bar Riviera. Sua especialidade era o filé à milanesa com o arroz à grega (foi o melhor arroz à grega que eu conheci, era até feito com bacon).

Tinha um reservado no subsolo com várias mesas e ali começava a noite em São Paulo e ia até o último cliente. Em algumas mesas tinham garotas de programa, nas outras tinham namorados, famílias, mas tudo dentro do devido respeito, nunca houve uma confusão, o pessoal respeitava uns aos outros.

E ficava aquela via sacra: íamos ao Riviera, voltávamos ao Ponto 4 e lá ficávamos até o dia amanhecer, depois tomávamos café no Bar do Bigode e íamos para nossas casas. Foi uma época maravilhosa nas noites de São Paulo.

O Ponto 4 era um bar simples, mas com uma grande freguesia de boêmios. O dono era o Serafim, um cara muito legal! Mas com o passar dos anos, tudo vai terminando: depois de anos, eu soube que o Serafim tinha falecido…

Aquela esquina da Avenida Paulista com a Consolação foi muito famosa nos anos 60 a 80. Hoje o Riviera, o ponto 4, o Je Reviens, a Tasca do Caetano, não existem mais, só ficou o Nostro Mondo (antigo Nuit Dor), uma boate GLS. Parece que até o Cine Belas Artes foi despejado.

Mas teve certos bares de que os boêmios jamais esquecerão. Fez parte das nossas vidas, como se fossem nossos amigos da mocidade, mas, enfim, tudo acaba…

E-mail: [email protected]