Pavilhão Françoise – Pavilhão Françoá

Com esse nome afrancesado foi instalado um circo de lona na Rua Lício de Miranda com a Rua Vemag, atual Rua Copas, e que permaneceu por muitos anos até ser desativado. O circo pertencia à famosa dupla sertaneja "Tonico & Tinoco", sendo que alguns familiares deles residiam na Avenida Carioca, próximo do "Bar do seu Américo".

Tive oportunidade de assistir a várias peças teatrais encenadas, na qual eles participavam juntamente com o seu irmão mais novo, por nome de "Chiquinho", "Carlito" e demais artistas, tais como "A Marca da Ferradura", "Mão Criminosa", "A Marca da Ferradura", "Luar do Sertão" e outras mais.

A cada peça encenada, na semana seguinte só falava nisso, em razão de serem peças com motivos interioranos, isto porque a maioria dos habitantes do bairro era do interior.

Na frente do circo tinha os vendedores que vendiam pipoca, pinhão cozido com um pouco de sal, maçã do amor, quebra-queixo e outras coisas mais.

Surgia também na mesma época a dupla sertaneja "Tuta & Tota", nossos amigos que moravam na Rua Lício de Miranda, dois quarteirões próximo do circo.

A primeira formação da dupla foram os irmãos Oziel Guerra (Tuta) – Gérson Guerra (Tota), posteriormente o sobrinho "Ulisses" ficou no lugar do Tota. O Tota foi ser gerente da GE – General Eletric (Santo André-SP), empresa multinacional, aliás, estive lá tocando sanfona numa festa junina promovida pelo grêmio dos funcionários. De acordo com o livro "Perfil de uma existência", escrito pelo sobrinho Daniel Ignácio, a família Guerra trocou Avaré-SP pela capital, fincando pé em 1943 no bairro de Vila Carioca, numa chácara que pertencia a um português cultivador de hortaliças, próximo da Shell, refinaria de petróleo.

Nós da família Tangerino de Oliveira migramos para São Paulo em 1949, moramos em vários locais pagando aluguel e em 1953 também fincamos pé na Vila Carioca, Rua Albino de Moraes, 114.

Música atrai sanfoneiros, violeiros, enfim, cantadores, daí os integrantes da dupla resolveram trocar de instrumentos. Numa conversa, convidaram o meu pai Benedito Osório de Oliveira (Dito carpinteiro) para ir com eles até uma loja, com finalidade de escolher dois bons instrumentos, uma viola e um violão. Isso em razão do meu pai exercer as profissões de carpinteiro e marceneiro, enfim tinha conhecimento sobre madeiras de lei.

Lembro de um comentário do meu pai: "Viola e Violão o que importa é o som que extraímos deles, beleza, pintura não diz nada". Na época era muito grande a procura por instrumentos musicais, mas tinha de ser madeira "Pinho de Riga".

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