Paulicéia Desvairada – São Paulo

Assim como Mario de Andrade escreveu em 1922, esse lindo poema continua a ser um titulo popular que nossa Sampa tem, entre outros tantos. Mas esse é o que deixa o estigma, "Paulicéia Desvairada", onde as noites são gélidas, moradores de rua dormem ao relento, em pleno centro até porque não querem ajuda. Ao amanhecer a cidade começa a trabalhar com o metro a funcionar carregando o porteiro, a cozinheira, o médico, a auxiliar de enfermagem, saindo ou entrando em expedientes dos seus locais de trabalho, outros vindos das baladas… O sol despontando no lindo esplendor, com poluição e muito som dos carros, ambulância querendo abrir o caminho em busca do hospital mais próximo, um motoqueiro caído na avenida foi vitima de um acidente.

Oh! Minha Paulicéia, você nunca me abandona mesmo estando dentro de um ônibus lotado com cinquenta pessoas ou mais dentro, sem ventilação ou no trânsito parado há duas horas dentro de um carro a poluição a respirar.

Oh! Minha Paulicéia… Temos enchentes, passeatas na Paulista embaixo do MASP, pessoas que pedem esmolas, matam e assaltam. Temos bares com seus "happy hours", gente jovem e bonita que sorri e se diverte. No Parque do Ibirapuera vemos gente correndo, tomando sol, não fazendo nada e vendo mais gente passar com crianças, famílias, cachorros, todos relaxando.

Durante 24h, isso mesmo, temos trabalho, diversão, exposições, lazer, entretenimento, visitas de autoridades, turistas do interior do Brasil e também do exterior.

Assim como um poeta, jornalista, compositor, escritor, sinto que te amo cada vez mais minha Paulicéia Desvairada. Essa é uma homenagem a que escrevo a você.

Obrigada por morar em você e ter você dentro de mim.

E-mail: [email protected]