Estou à procura de fotos da Pastelaria Modelo, na esquina da Praça de Sé com a Rua Paranapiacaba, pois o meu pai, Rodolpho Martini, foi empregado e depois sócio dessa pastelaria.
Ele está com 83 anos agora e vive essa época somente, pois está doente e lembra-se desses episódios até hoje.
Ele começou a trabalhar lá ainda menino, com o senhor Domingos del Mero, que era o dono dessa pastelaria em meados dos anos 50, vendendo guloseimas na porta do bar. Ele era muito trabalhador e conquistou seu patrão, se tornando aliado do mesmo. Esse senhor teve que se desfazer desse bar e convidou o meu pai para trabalhar em outros restaurantes ali perto do bairro onde existiu o café solúvel e só era frequentado por médicos do Hospital Modelo, como o Doutor Bragalha.
Eu tenho 58 anos e frequentei por muitos anos a Pastelaria Modelo, comendo aqueles pastéis deliciosos. Eles eram colocados em sacos de cor marrom e eram bem recheados. Na época de carnaval aquele bairro era uma loucura, pois além dos pasteis vendiam caldo de cana, uma combinação perfeita. Na época do carnaval meu pai não permitia que sua família descesse do Chevrolet preto (era um taxi do meu pai, no qual o meu tio trabalhava) e o mais engraçado eram os banhos que levávamos de “lança perfume” e de “Sangue de Boi”.
Estou enviando esse "bate papo" a vocês, pois me deixei levar pelas emoções que estou vivendo nesse momento. A minha vida é passada nessa época, meu avo foi químico na “Érico Queiroz”, meu tio foi químico na “Bozzano Levy Jorge”, meu outro tio foi desenhista na “Matarazzo”, meu outro tio trabalhava “Casa de Carnes Erontex e Baleia”, é possível imaginar quantas coisas eu já vivi.
Muito obrigada pela oportunidade.
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