Pasmem! Encontrei-a dentro da gaveta

Linda, com o mesmo sorriso de anos atrás, cabelo curtinho, que adoro em mulheres (esse corte de cabelo curtinho na época chamava-se Joãozinho). Primeira namorada da minha adolescência, aquele namoro de portão que, depois, você é convidado a tomar um café, tomar um refrigerante… Primeira matinê (Cine São Francisco – Guarulhos), primeiras beijocas… Ah, fui de terno, aquele de paletó “jaquetão” conhecido como caravele.

Conhecemos o restaurante Almanara (o primeiro de São Paulo), ficava perto da galeria Metrópole, na São Luiz. Adoro comida Árabe. Tinha uma irmã casada, um irmão mais novo e uma irmã “temporã”. Eu era namorado da irmã menor, dizia a pequena. Tinha que chegar e ficar um tempo sentado com ela no meio. Duas coisas que ela e o irmão adoravam: dançar e nadar. Aprendi muitos passos de dança com ela, quando virei um pé de valsa, mas nunca cheguei perto da habilidade dela com o irmão.

Sabe aquele Samba puladinho? Eles dançavam maravilhosamente, nunca consegui. Nadar então era com eles mesmos, menos comigo. Sou, até hoje, um verdadeiro “prego”. Íamos nadar no Corinthians. Eu ficava com o menor na piscina das crianças tomando conta e os dois gostavam de nadar na Olímpica que tinha trampolim. Exímios nadadores. Domingo à tarde tinha matinê dançante em um clube lá de Guarulhos, não perdia uma.

Guardei-a novamente na gaveta (a foto) pensando, já se passaram cinco décadas.

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