Para onde foi parar o racicínio lógico?

Cursei o ginasio de estado Prof Alberto Levy em Moema São Paulo. Antes de ocupar o prédio atual na Av. Indianopolis, ocupava salas "emprestadas" do Grupo Escolar Cesar Martinez, que ficava perto da atual Av. Ibirapuera (nós a chamavamos de linha do bonde).

Nas minhas andanças por aí, tenho o costume de perguntar a jovens que cursam ou já terminaram o colegial, algumas questões relacionadas à matemática tais como: "O que é maior, um quinto ou um oitavo?" quase sempre a resposta do jovem vem rápida: "Um oitavo!" Quando tentam
"explicar" a opção, dizem que oito é maior do que cinco.

Ao dizer que a resposta está errada, dou o exemplo da pizza dividida em cinco ou oito pedaços: fica fácil então entender que um quinto é maior que um oitavo.

Não quero afirmar que o meu professor de matemática daquele tempo era melhor que o professor atual, mas com certeza havia diferenças. No primeiro ano de ginásio(atual Quinta Série) nas primeiras aulas de matemática, ele dava duas regrinhas básicas que deveriam ser seguidas sempre:

1. Quando não souber, diga que não sabe, NÃO CHUTE! – a chance de errar é grande.

2. Não tenha vergonha de perguntar quando não entender, seja curioso!

Incentive a sua curiosidade e faça um teste com o seu professor de matemática. Pergunte a ele: "Porque qualquer número (diferente de zero) elevado a zero sempre resulta em 1". Exemplo: 10 elevado a zero dá 1, 250 elevado a zero dá 1 e assim por diante. Se ele responder que é "por definição", com certeza não é meu contemporãneo de um São Paulo onde o ensino de matemática exigia raciocínio lógico.