A catedral Metropolitana de São Paulo é um marco religioso na nossa cidade. Localizada na Praça da Sé, o ponto central de Sampa, sua história se inicia em 1589, onde uma pequena capela começou a ser construída, cuja obra terminou somente em 1616 (ufa!). Em 1745 foi demolida e substituída por uma simples igreja, edificada em estilo barroco, terminada em 1764. Essa igreja foi ocupada pelos fiéis até 1911. Após nova demolição, iniciaram-se os estudos e projetos para a construção da atual catedral que começou 1913. Em 1954, ano do IV centenário de São Paulo, foi inaugurada, embora inacabada.<br><br>Inexplicavelmente ou por falta de interesse da Cúria, a finalização das obras ocorreu somente em 1967. Outro fato sem explicações foi a falta de manutenção dessa bela catedral, o que provocou muita deterioração em seu interior. Após muita procura as plantas originais de sua construção foram encontradas possibilitando a restauração fiel ao projeto original. Esses trabalhos terminaram em 2002 e, orgulhosamente, o povo paulistano (nascidos e agregados) puderam novamente desfrutar desse monumento religioso. Missas diárias passaram a ser ministradas e visitas monitoradas, aos domingos, das 12 às 13h. Nessas visitas, os interessados poderão conhecer o maior órgão da America Latina, fabricado por uma empresa italiana e doado à catedral pela antiga Cia. Antártica Paulista (atual Ambev).<br><br>E foi em uma manhã em que o Cardeal Arcebispo falava com um dos sacristães no altar-mor, quando reparou em um humilde homem do povo vestido rotamente, com seu boné surrado em uma das mãos, parado em frente de uma imagem. Era um catador de material reciclado, já idoso. O Cardeal olhou em seu relógio e notou as horas: meio-dia. Ficou intrigado e preocupado. "Não pode ser um ladrão, pensou. É um homem humilde. Não creio que tenha interesse em roubar alguma coisa, neste horário".<br><br>Os dias passavam e o ritual do homem se repetia sempre ao meio-dia. Ele encostava sua carrocinha, carregada de material, nas escadarias e entrava na catedral, em silêncio. Um dia o Arcebispo aproximou-se do homem e perguntou-lhe:<br><br>- “Bom dia, irmão. Tenho notado que você entra diariamente na casa de Deus, sempre neste horário, fica alguns instantes e sai. Porquê?”<br><br>-“Sabe o que acontece "seo" padre, num sei reza aquelas "reza" bonita. Intão paro na frente desse "home" pregado na "cruis", fico cum pena e falo: Oi meu nome é Zé, e vim te visitá. Té manhã.”<br><br>Dito isso, o homem se despediu do Arcebispo e foi embora. E essa peregrinação continuou, sempre observada pelo Cardeal ou pelo sacristão. Um dia o sacristão notou a ausência do Zé. Estranhou. Os dias se sucederam e o homem não apareceu. O sacristão comentou com o Arcebispo.<br><br>- “Ele não tem vindo? O que será que aconteceu?”<br><br>De fato, o Zé tinha sido atropelado na Rua Amaral Gurgel, embaixo do minhocão, e internado na Santa Casa. Passados alguns dias, todas as irmãs, enfermeiras que cuidavam dos doentes, começaram a notar que todos os internados passaram a mudar seu comportamento, mostrando-se mais alegres, bem dispostos, melhorando sua saúde. Elas se perguntavam o que estava provocando essa incrível modificação, quando a irmã Maria comentou que tudo começou após a chegada do Zé, que estava sempre sorrindo e feliz. Como ele era um de seus pacientes, resolveu perguntar-lhe o que o deixava nesse estado de alegria constante.<br><br>- “Sabe o que é irmã, respondeu o homem, é que eu recebo diariamente uma visita ao meio-dia.”<br><br>- ”Como assim, comenta a irmã. Eu nunca vejo ninguém visitá-lo. A cadeira ao lado de sua cama está sempre vazia”.<br><br>- “A senhora que pensa, diz o Zé. Ele chega, senta na cadeira e fala: – Oi, meu nome é Jesus e vim te visitar. Até amanhã!”<br><br><br>E-mail: [email protected]