O vendedor de frutas

Há alguns anos atrás era comum observarmos em nossas ruas o vendedor de frutas, verduras e legumes. Homens de semblantes sérios e compenetrados empunhavam em seus ombros o bastão e em uma das extremidades um rol de produtos.

Levavam réstias de cebolas, embalagens contendo batatas, cenouras, beterrabas, todas de muito boas aparências.

O ilustre trabalhador trazia consigo um ar confiável do que estava fazendo, prestando seus serviços ao cliente. Aqueles frutos tinham um lugar reservado para a dona de casa, que não precisava sair para ter os seus produtos de consumo frescos.

Convenhamos que essa atividade, hoje em dia, foi suprida pelo atendimento dos supermercados e feiras livres em dia marcados, bem na rua onde alguns residem o que torna fácil sua aquisição. Mas o entregador fazia a entrega a domicílio e imaginamos que ele voltava para o mercado público para uma nova entrega.

Com certeza esse ritual supria o salário do vendedor de frutas, trabalhador informal sem necessidade de um contrato de trabalho com carteira assinada.

Esses dividendos recebidos certamente tinham lá seus segredos. A conversação entre ele e o comprador bem como o pagamento, etc. Cortesias a mão facilitada pela iniciativa do vendedor.

Lembro-me de em São Paulo, nas primeiras horas da manhã, quando nos deslocávamos para o trabalho, víamos as carrocinhas puxadas a mão, contendo as verduras, frutas e legumes sendo entregues aos estabelecimentos, como restaurantes e lanchonetes, ali mesmo na Sete de Setembro, transversal da Xavier de Toledo e nos fundos da Loja Mappin.

Não sei por que esta lembrança fixa na minha mente me fez escrever tal história, ressaltando a atividade de um bom serviço deste “profissional” autônomo.

Com certeza muitos de vocês se lembrarão dessas cenas… Então alguns comentários oportunos acrescentarão outras formas vida a esses personagens.

Uma atividade que, vendo o esforço do trabalhador, dá e oferece prazer.

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