Eu sou 100% profissional e admiro os profissionais de quaisquer setores, tanto público como privado, sou espartano. Mas… há dois anos atrás, deparei-me com uma situação inusitada. Nunca fui assaltado ou roubado em Sampa, e olhem que ando desde criança, em qualquer horário, por estas paragens, nunca fui assaltado ou roubado.
Bem… vamos à história. Estando em uma loja de tecidos localizada a Rua Bresser, no Brás, às onze horas, onde fui receber um haver, quando aconteceu um assalto.
Estava olhado o movimento, que era grande para o horário, quando dois homens entraram na loja e ficaram conversando com o comerciante, e vi que havia mais dois do outro lado da rua olhando para a loja. Nem percebi nada de incomum, fiquei parado perto da porta quando alguém agarrou meu braço e puxou, pensei que fosse brincadeira, conhecia o pessoal, então dominei o cara e… vi uma arma em sua mão e era estranho, ao mesmo tempo o dono, grita: “Não reage… Benê… que é assalto”. Pensei: "Xiiii, agora ferrou".
No mesmo instante, senti um cano (9 mm) na têmpora, e o marginal dizendo: "Você é valente mano". Respondi-lhe: "Quê isso, mano, como posso ser valente com uma 9 mm na cabeça?”. Disse o cara: "Você tem sorte que eu sou profissional, ladrão de carga, se fosse "nóia", você já era”. Ajuntei as mãos (budista) e disse-lhe: "Graças a Deus o Senhor é profissional”.
A partir daí ele estava meio desconfiado que eu era polícia, mas não tinha certeza. Contou-me que tinha 22 anos e ia morrer com 25 anos, eles eram em seis com armamento pesado, e que o bando todo era de trinta caras com armamento pesado. Fiquei batendo papo com o fulano, roubou tudo, e foi embora.
Nasci de novo. Eu sou Benedictus… Bem aventurado por Deus. Namaskar.
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