Não que eu seja um saudosista, mas em determinados momentos procuro rever e visitar alguns locais onde com certeza marcaram minha vida.<br><br>Na década de 70 nós, moradores da zona norte, tínhamos um local certo para matara fome nas madrugadas… Era o “Mata Fome”, na Rua Dr. Zurquim. Um boteco pequeno, xexelento, mas era onde podíamos saborear um dos melhores sandubas que já provei na vida.<br><br>O chapeiro "Bigode" sempre com seu jaleco azul comandava aquela chapa com maestria, saía um sanduba atrás de outro, todos impecáveis. Ele preparava um molho acebolado que acompanhava o sanduba que não tinha pra ninguém, era uma coisa "supimpa" (gíria de velho para elogiar algo fora do comum). <br><br>Pois bem, assim foi por muitos e muitos anos e quem viveu na zona norte teve a oportunidade de conhecer o “Mata Fome” <br><br>Um dia desses fui até lá para ver como estava o botequinho e… Pasmem… Não tinha mais nada a ver. Restou apenas um boteco, sujo como sempre, com alguns caras mal encarados no balcão portando uns jalecos sujos com um silk onde se lia o nome “Mata Fome”.<br><br>Mas um reduto da gastronomia das madrugadas se foi e eu lamento muito, como lamentei o fim do também famoso “Bar do Justo”, outro bar que fui visitar depois de um longo tempo e, ás 22h00, já não tinha mais chopp. Isso realmente é o fim.<br><br><br><br>E-mail: [email protected]<br>