Está chácara existe até hoje, claro que não tem mais as dimensões e grandeza como no passado, mas ela ainda abastece boa parte das verduras que são ofertadas nas feiras das quartas e domingos na Rua Arraial dos Couros, antiga Rua 45, no bairro do Jardim São Luiz, região do extremo sul de São Paulo.
O prefeito Faria Lima, lá pelo final da década de 1960, fez uma cobertura muito bem estruturada para ali serem instaladas as barracas, onde hoje é a “praça” José Fernandes Camisa Nova, que foi recentemente “reformada”, tipo “meia boca”, por quase 200 mil reais.
Pois bem, esta feira, antes coberta e que não obstruía vias públicas, foi depois demolida por outros governos e então fixaram a feira definitivamente na Rua Arraial dos Couros. Fica na barraca a Dona Rosa, esposa do seu Agostinho Teixeira, uma senhora octogenária e que possui o registro de feirante desde 1959, o mais antigo do local.
As plantações de verduras são ofertadas a preços módicos e são plantadas por seu Agostinho, que também possuem alguns animais domésticos e até algum tempo forneciam leite para a redondeza, além de ovos de patas, marrecas e galinhas caipiras e fora isso possuíam porcos e leitões e seu Agostinho é quem cuida destes afazeres da chácara constantemente.
Em certo Natal haviam sumido alguns leitões e os cães tipo pastor alemão não haviam dado sinal de latido em momento algum. Havia um mistério a ser investigado para evitar novo furto.
Seu Agostinho possuía um cãozinho da raça do mais “puro sangue dos vira-latas”, mas que era feroz, quando ele não estava no seu cercado ninguém adentrava na chácara. Pois bem, esse guardião foi devidamente preparado para montar guarda noturna no chiqueiro dos leitões! Pela madrugada não se escutava outro barulho senão os gemidos estridentes do larápio furtivo que voltou a cena do crime e o constante rosnar do fiel cãozinho!
Pela manhã, vistoriando a propriedade havia no arame farpado restos de roupa rasgada de quem fugiu às pressas. Depois de uns dias, passou próximo à chácara uma “múmia” toda enfaixada e diz ao seu Agostinho que “tinha sido um acidente de trabalho”… E era verdade!