Como todos os brasileiros, eu adoro futebol. Já escrevi vários textos sobre vários jogadores: “Um goleador esquecido”, “Os ídolos também morrem”, “O sucesso não é eterno”, entre outros. Como corinthiano, não poderia esquecer de contar a história de um grande ídolo, Idário. Era lateral raçudo, corria os noventa minutos; não tinha bola perdida para ele.
Os grandes duelos com Canhoteiro (do São Paulo F.C.) e Rodrigue Tatu (do Palmeiras)… Campeão do IV Centenário! Gilmar, Homero e Olavo; Goiano e Roberto; Cláudio, Luizinho, Baltazar, (Nardo) Carbone e Simão. Era um esquadrão! Do time campeão de 1954, só Gilmar e Nardo estão vivos.
É uma simples homenagem e lembrança do grande lateral, que jogava com amor ao Corinthians. Do esquadrão de 54, alguns jogadores morreram na miséria ou pobres…
O futebol hoje é muito diferente. Têm a mídia, a internet, as TVs a cabo… Hoje um bom jogador é conhecido rapidamente no mundo todo. E vendido por milhões, bem diferente da época do Idário. Hoje, muitos jogadores são apenas profissionais e não têm amor ao club, como foram Idário, Baltazar, Cláudio, Luizinho; e outros como Waldemar Fiume, Oberdan, Lima, Poy, Gino, Dino, Roberto Dias Canhoteiro, etc.
Os tempos são outros, tudo mudou. O progresso pode ser, muitas vezes, uma roda esmagadora. Enfim, mais um companheiro do passado, das belas tardes de domingo no Estádio do Pacaembu que foi embora… Idário morreu em Santos, no hospital no dia 18/09/2009, aos 82 anos. Adeus, espanhol, sangue azul corinthiano, Idário Sanches Peinado.
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