Estudava eu no Liceu Marechal Deodoro, na Avenida Rudge, continuação da Avenida Rio Branco, e morava (e moro ainda) no bairro do Aeroporto de Congonhas.
A ida para a escola era feita num Sinca 1964, carona de um vizinho que trabalhava na região, mas a volta era no bom e velho ônibus FNM, com carroceria Grassi da CMTC (linha 623 – Santo Amaro via Aeroporto), que saía do Anhangabaú em frente ao Cine Cairo.
Depois de uma caminhada até o vale, e sendo já hora do almoço, o estomago roncava e com razão. Em frente ao ponto do ônibus havia um famoso churrasco grego super concorrido pelos populares que passavam. A fome aumentava, e aquele churrasco ali me chamando. Minha consciência entrava em pânico: comer ou não comer? Mas toda vez que eu me inclinava a comprar um belo churrasco grego, o ônibus do ponto bem em frente – o bom e velho FNM da CMTC – dava a partida, e a fumaça preta e fedida invadia o pequeno bar e a grelha. Aí a fome passava na hora!
Por causa disto, nunca comi um churrasco grego na vida, mas em compensação, o croquete da Salada Paulista, ao lado do Cine Ipiranga, era um antes e um depois do filme…