Atualmente sou um veterano aposentado. Nascido em 1946, com dezenove anos fui morar e trabalhar em São Paulo. Buscava um trabalho e um emprego capaz de me oferecer as condições de vida que almejava e necessitava. E assim me dirigia aos classificados dos jornais para encontrar a ocupação do trabalho desejada, a fim de fazer uma carreira profissional promissora.
Levei muito tempo para descobrir minhas aptidões. E ainda as procuro. Me aposentei em 2002, e com meus quarenta anos de trabalho requeri minha aposentadoria, que veio aos 56 anos de vida.
Recentemente fiz um balanço de minha vida, e a dividi em períodos de dez anos. Quando fui para São Paulo estava no segundo período, hoje estou no sexto. Costumo acompanhar a caminhada dos jovens moços de hoje e constato que eles estão vivendo em uma época diferente daquela que tivemos tempos atrás.
As empresas de nossos dias se tornaram rápidas, mas não tanto quanto os jovens gostariam que fossem. Muitos deles ficam ansiosos e há os que querem oportunidades e novos desafios, e para isso buscam aconselhamento de psicólogos, procurando respostas para as suas ansiedades e com o intuito de descobrir quais aptidões possuem além daquelas que já sabem.
Não pode haver esquecimento da função para as quais foram contratados e do cumprimento do serviço para os quais foram designados. Um especialista indicou que, para não haver prejuízo numa eventual vaga de promoção de cargo, a candidata, ou o candidato, não pode esquecer que a escolha da nova função irá recair em comparação com a de seus colegas concorrentes, e alertou que a postura de adaptação e do seu entusiasmo na atual função iria prevalecer na escolha.
Foi também sugerido que a candidata voltasse à sessão com a psicanalista e que buscasse descobrir novas aptidões para talvez chegar ao seu ritmo desejado, agora em novos negócios ou empreendimentos, desafiando, assim, a si própria e os limites que buscava. A ansiedade que ela sofria agora, com esse novo desafio, a faria cobrar de si mesma e o ritmo idem que a fazia queixar-se.
Nós, os veteranos, sabemos por experiência que uma carreira bem sucedida tem e deve ser bem planejada. Hoje em dia tanto se fala de crises financeiras e do mercado de trabalho, portanto temos de aprender a conviver com épocas de vacas gordas e épocas de vacas magras, cortando gastos e se livrando de dívidas, tais quais as podas das árvores que fazem os jardineiros.
Não sei se meu raciocínio irá ajudar os jovens a compreender que é muito importante saber conviver com cada situação. Cada oportunidade que surgir para a maior qualificação do profissional deve ser buscada, isto é, fazer investimentos em si próprio para cada vez mais estar preparado numa possível escolha e aproveitamento pessoal. Exemplifico: um profissional que fale um idioma diferente do seu, como o inglês e o espanhol, por exemplo, irá com certeza influir na escolha da função eventualmente disputada. Há evidentemente outros investimentos a se fazer e também agir dentro dos limites e exigências do seu atual empregador. Há casos que uma mudança de local de trabalho também ajudará.
É necessário que cada um busque encontrar oportunidades, tendo o seu próprio negócio para não depender exclusivamente de uma política, às vezes corporativista, das empresas da atualidade.
São, assim, conselhos de um veterano aposentado que aqui neste site pode sugerir aos leitores em início de carreira.
Chamo, então, este texto de Novos Desafios.
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