Nova São Paulo

Onde é que foi parar aquela loja de sapatos?
Diz-me onde é que eu tiro duas fotos três por quatro.
Cadê a padaria que havia ali na esquina?
Ninguém sabe de nada e, se sabe, não ensina.

Nem mesmo o colégio que ostentava com orgulho o nome do patrono…
Está no meio dos entulhos?
O despachante, a gráfica e até o hospital particular ou público…
Por fora está tudo igual.

‘Se você não achar, o problema é seu, dirão…
Mas logo que encontrar
Todos lhe perguntarão’

Das luzes multicores que iluminavam as ruas do prédio mal vestido, com aquele imenso cartaz. Na roupa desbotada da cidade, agora nua, eu vejo como era aquela dos meus ancestrais.

Uns querem que a cidade permaneça, agora, assim.
Há outros que suplicam de volta aquela cidade escondida atrás de placas acinzentadas.
Mas, enfim…
Eu já escolhi um jeito de sentir felicidade…

Que é viver na cidade que eu trago dentro de mim, minha São Paulo…
A cidade onde eu nasci…