Nomes diferentes para a boa e velha… padaria!

A boa e velha padaria, em São Paulo, ganhou sempre nomes diferentes e pomposos. Resultado da criatividade e genialidade dos lusitanos, que por estas terras vieram fazer a sua "América", nossa São Paulo ganhou um sem número de estabelecimentos com os nomes mais diferentes e inusitados.

É um tal de "charmosa, dengosa, preciosa"… a cada esquina vemos uma dessas, e ficamos a imaginar se é uma filial ou se é matriz daquela outra que tem o nome parecido.

Talvez as mais curiosas sejam aquelas cujo nome indicava a vaidade e pretensão do proprietário, como a "Poderosa do Belenzinho", ou "Charmosa de Vila Diva". Tinha também a "Nova Colonial da Vila Sônia", a "Dengosa da Vila Guarani" e a "Rainha do Parque São Lucas".

Nomes à parte, o melhor de tudo era sempre ter aquele pão fresquinho de hora em hora, e ler sempre na embalagem – os famosos cartuchos de papel cor marrom – estampada a frase: "Se foi bem atendido, diga aos outros, se foi mal atendido, diga a nós". E, em algumas vezes, o sempre simpático "agradecemos a preferência".

E com o tempo, vimos as padarias passarem por grandes transformações, tornando-se verdadeiras lojas de conveniência. Mas sempre com o toque indispensável: pão fresquinho a toda hora.

E, na minha opinião saudosa, a melhor de todas as padarias de São Paulo esteve, durante muitos anos, na Avenida Brigadeiro Luiz Antonio, esquina com a Rua Major Diogo, no bairro da Bela Vista: Padaria e Confeitaria Confital. Era conhecida como "A casa do panetone", e era sempre uma delícia sentir o cheiro das fornadas de panetones pelos ares da avenida, sempre a partir de novembro, a nos anunciar a breve chegada do Natal. Ficou a saudade da padaria (que encerrou suas atividades há dez anos), pelo seu requinte e esmero em bem servir gerações de paulistanos.

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