O título desse trabalho não tem nada haver com a famosa catarata que fica entre o Canadá e os Estados Unidos, apenas quando mencionar meu problema, lembro delas e as quedas do Iguaçu. Há dois anos, fui a um especialista que diagnosticou princípio de catarata, uma pequena "queda d'água".
Fui me inscrever no Hospital das Clínicas. Com três visitas, exames preparatórios, data marcada para o dia 26 de março de 2013 e agora esperar que tudo corra bem e que eu possa voltar a enfrentar a tela do computador, sem encostar o nariz na mesma e poder dirigir a noite. No último exame que fiz para motorista, o médico falou que com essa visão, "você vai ficar a ver navios", não serei aprovado, irá cancelar minha carta. Aí, nem navios e nem barquinhos.
No trajeto de minha casa, no Parque Continental, zona oeste paulistana, posso ir de carro, mas decidi ir de ônibus. Não porque viajo de graça e sim pelas vantagens (e desvantagens) que a condução dá aos usuários. E uma enorme curiosidade em voltar a andar de ônibus. Saio de casa, tomo o ônibus "Anhangabaú" no terminal do parque; o trajeto é toda a Av. Corifeu de Azevedo Marques, até seu início, entra na Vital Brasil e logo depois, Av. Rebouças, até as portas do HC.
As vezes não tem lugar na área dos "mutilados de guerra", (idosos) aí, resta o recurso de pagar a passagem para não ficar de pé. Servi-me da experiência para observar que, boa parte das pessoas são educadas, se estão sentadas, cedem seus lugares que, por direito são dos idosos. Existem aqueles que estão em um sono ferrado (sic), nem se mechem. O cobrador que está de olho, dá um berro, "tem idoso de pé, vamos levantar, turma". O "cara acorda", como quem não sabe o que está ocorrendo.
Outra emoção que tenho é quando viajo em uma poltrona solitária, quase ao lado do motorista. Como um copiloto, noto que ele, o motorista, não perde tempo, principalmente na Rebouças. Segue pela faixa destinada exclusivamente aos ônibus, livre, e eu gozando as centenas de motoristas em seus carros, parados em um trânsito infernal de uma tarde de verão. Gozando em termos, apenas me gratificando pela opção sobre a melhor condução para ir às clínicas.
Outra "descoberta" que faço é o HC, uma verdadeira cidade-hospital dentro dessa fabulosa cidade de São Paulo. Fui atendido no Centro Oftalmológico, um número espantoso de atendentes, a maioria estagiários e residentes, todos capitaneados por especialistas, procurando, sempre dar um atendimento humano, pois se tratando de problemas de visão, a grande maioria dos pacientes são idosos. É preciso ter paciência, a demora é justamente por ser uma tratativa pessoal, cada caso examinado, minuciosamente. Fui atendido pelo Dr. Kyu Sub Shin, em um total de três vezes, que solicitou os exames. Agendou quando deveriam ser feitos no próprio HC. Como eu tinha já pronto, depois de duas semanas me apresentei com o mesmo médico e ele, sempre com o especialista do lado, agendou para dia 26 de março a cirurgia.
Agora é só esperar, essa é uma das razões de meu distanciamento e falhas nos comentários que deixei de fazer. Perdoe-me, logo que "secar" as águas dessa catarata, vou voltar com tudo. Obrigado a todos.
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