Os corretores de imóveis tanto fizeram que o nome mudou de Indianópolis para Moema. Me refiro ao bairro, isso mesmo, chamava-se Indianópolis e acabou virando Moema.
Mais curto e, quem sabe, mais simpático, pois Moema, de fato, era a parada do bonde, em frente à Igreja Nossa Senhora Aparecida e que, ao lado, tinha a Banca de Jornais do Passarinho; bonde esse que seguia no sentido Santo Amaro ou em sentido contrário, indo em direção ao centro da cidade.
Era assim que os moradores dessa região diziam na época: centro da cidade. Rua Direita, Lojas Americanas. Rua São Bento, Leiteria Campo Belo. Uma delícia aquele milk-shake, lembram disso?
Do outro lado do Viaduto do Chá, o imponente prédio da Light e, bem ao seu lado, aquele que era o chá mais gostoso do mundo, no último andar do prédio do Mappin Stores. Era assim que minha mãe falava. Lá, todas as tardes, junto com o chá, tinha um piano, tocando baixo e as mais belas páginas musicais eram por lá executadas.
Um tempo em que lá de Indianópolis ia-se de bicicleta para o Parque do Ibirapuera, onde as tardes passavam com incrível rapidez.
Foi-se o tempo, não moro mais em Indianópolis, tenho saudades. Raríssimas vezes passo por lá e, quando posso, vou à feira da Lavandisca aos domingos, para ver se acho algum dos meus amigos de infância. Afinal, já se passaram quase sessenta anos.
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