Uau! Confesso que estou com um problema relativamente sério, pois tão logo ligo meu computador e conecto a Internet, passo rápido através dos e-mails a serem lidos ou respondidos, quando muito excluídos, não me furto ao desejo de entrar neste site e, assim, poder me deliciar com relatos tão íntimos e gostosos desses colegas anônimos que generosamente compartilham pedaços de suas experiências.
Hoje, primeiro dias após um período de mais de uma semana fora da minha cidade de São Paulo, entre um intervalo de um cliente e outro, me dou a grata satisfação de acessá-lo. Não que onde estava não pudesse fazê-lo, mas na correria do dia a dia, quando retornava ao hotel e após colocar as conversas virtuais com filhos e amigos à distância em dia, acabava vencida pelo cansaço e ciente de que as caminhadas continuariam no dia seguinte, deixava que o sono vencesse a vontade e cedia aos braços de Morfeu.
A cidade escolhida neste ano para merecidas férias foi Nova York. E o que ela teria de relação com este site, já que os temas têm como pano de fundo São Paulo? Logo me adianto dizendo que muito, mas claro, tendo como vencedor sempre esta querida metrópole.
Os prédios, verdadeiros gigantes de concreto envidraçados, onde os mais novos competem em arquitetura retilínea em contra pontos com os mais antigos e elaborados em seus estilos peculiares e com colorido avermelhado. Tudo isso a minha cidade também tem e cada vez em maior quantidade, mas com algumas alterações quanto ao estilo.
Metrô, com certeza, as nossas linhas modernas e coloridas vencem ao tradicional, mas muito funcional "updown" e "downtown" deles, onde de posse de um simples mapa, qualquer turista circula pela movimentada cidade e assim espero que ocorra com as nossas, ainda desencontradas, linhas.
São Paulo, assim como Nova York, é uma cidade que acolhe com garra todos aqueles que tendo vontade de ser algo mais do que a vida lhes ofereça de base se assemelham. Tantas raças, credos e estilos se cruzam numa indiferença que, ao mesmo tempo em que intimida, nos faz sentir respeitados.
A algumas quadras do meu hotel chegava ao Central Park, mas aqui Sampa também me acolhe de forma mais singela, no Parque do Ibirapuera que tantas lembranças queridas me traz quando ainda criança, com certeza, em proporções idênticas as de hoje me dava.
É claro que alguns colegas leitores contestarão meu texto, mas deixo no embalo do relato a certeza de que São Paulo muito tem da sua coirmã norte-americana a crescer, pois assim como lá, nossas origens tão ecléticas sustentam e continuarão num movimento crescente a encontrarem modificações elaboradas para se acolher a tantos como nossos antepassados receberam.
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