Minha juventude nos anos 1960

Todo fim de semana, por volta das 19h30/20h00, ia com meu irmão (Francisco), do bairro de Pinheiros, onde morávamos, para curtir a noite no centro.

Pegávamos o bonde na Rua Teodoro Sampaio até a Xavier de Toledo, dali íamos encontrar com um amigo (Ewaldo) que morava na Avenida Ipiranga, quase esquina com Avenida São João, o apartamento dele ficava no prédio de onde saíam todos os ônibus do Expresso Brasileiro. Dali nós três tomávamos um café no Bar do Jeca, no cruzamento mais famoso de São Paulo: Avenida São João com Avenida Ipiranga.

Íamos para o Restaurante Atlântico, que ficava no fim da Avenida Ipiranga, em direção a Estação da Luz, para encontrarmos com outros amigos para jantar e dançar, pois no restaurante tinha pista de dança.

Algumas vezes, lá pelas 23h00/24h00, saíamos do restaurante, passávamos numa gafieira que tinha na Rua General Ozório – União Flor da Mocidade Paulista, ou íamos à Boate Oásis, que ficava na Rua Sete de Abril, Clube Esso, na Vinte e Quatro de Maio, ou Círculo Militar, na Praça da República.

Era uma tranquilidade andar pelo centro.

Gostávamos também de ir à Represa de Guarapiranga, onde tinha um ótimo salão de Baile Cassino da Vila Sofia, ficávamos até o amanhecer.

Aí saíamos do Cassino, tomávamos café em uma padaria do Largo de Santo Amaro, era gostoso ver, àquela hora, o padeiro com sua carrocinha entregando leite e pão nas casas, ninguém mexia, o leite era entregue em garrafa (leite Vigor), sua tampa era de alumínio.

São Paulo naquela época era uma maravilha, pois não tinha as barbaridades de hoje em dia, sem assalto, sequestro, droga e muito mais coisas. Esse era o meu São Paulo dos anos 1960.

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