Imigrei aos sete anos junto com meus pais para o Brasil. Em 1965, fixei residência na Rua Dom Pero Leitão, na Vila Gumercindo. <br><br>Na frente de casa havia um campinho onde brincávamos de guerra de mamonas, de chutar lata, estrear nova cela, bolinha de gude, empinávamos raia, maranhão e jogávamos futebol até anoitecer.<br><br>Meu amigo de sempre era o Paulo, filho de nordestinos, cuja mãe sempre oferecia tubaína com uma pétala de rosa. <br>No final do dia, subíamos a Rua Pedrália até uma fábrica de batata-frita, para pedir o resto da produção do dia e ficávamos ali sentados, deliciando o prêmio. <br><br>Meu pai abriu um comércio no centro e utilizávamos o ônibus 911 da CMTC, que fazia ponto final no fim da Rua Pedrália. Esse ônibus fazia o trajeto da Vila Gumercindo ao Centro, ou melhor, até a frente da Catedral da Sé. <br><br>Vi muitas mudanças no decorrer do percurso das idas e vindas diárias, mas o que mais me ocorrera fora o amor e gratidão que tenho por esse gigante e pungente país. <br><br>Obrigado!<br><br>