Minha história começa em 1964, quando estudava no Grupo Escolar Romeu de Moraes e fomos transferidos para a Escola Estadual Prof. Manuel Ciridião Buarque.
Lembro-me como se fosse hoje:Tudo novo, tudo cheirando a tinta fresca. O que eu mais gostava era da entrada larga com um jardinzinho.
Foi naquele espaço estudantil que eu passei os meus melhores anos de minha vida. Foi lá que conheci o grande amor de minha vida e consegui reencontrá-lo depois de 40 anos! Vou chamá-lo de Y, pois não tenho autorização de divulgar seu nome real aqui.
Ele era um rapaz bonito e extremamente inteligente. Fazíamos parte um grupo de “cdf´s” como éramos conhecidos. Embora não tenhamos chegado a namorar, sempre nutri por ele um carinho muito grande.
E eis que o destino nos separou. Ele se mudou para o sul, depois se mudou de país. Casou-se, teve duas filhas tão bonitas quanto ele e que hoje já são adultas e donas de seu próprio nariz.
Eu fiquei no Brasil. Levei a minha vida, estudei, me formei, me aposentei. Mas as boas lembranças do velho e bom Ciridião, como eu o trato, estão sempre muito frescas na minha memória.
Saudades de mestres como Iracilda de Jesus Zapata (a excelente professora de português); Padre Nadir (professor de matemática); Lázara, a professora de francês que me fez gostar tanto do idioma que hoje é a minha segunda língua; Zoeth de Aquino (professora de geografia) tinha cabelos pretos (não os tingia) e carinhosos olhos azuis; Professora Maria e seus cabelos brancos e sua paciência e bom humor.
Tinha a professora Heloisa (inglês) que levava sua vitrolinha para que pudéssemos escutar as músicas dos Beatles, que estouravam na época. Foi em uma destas aulas que escutei uma música que até hoje me toca profundo: “Here, there and Everywhere” (Aqui, lá e em qualquer lugar). Parecia que eu adivinhava que um dia, em uma página do Google, eu reencontraria meu grande amor.
Professora Marisa (Matemática). Foi com ela que aprendi a gostar um pouquinho desta matéria que não é meu forte; Lígia (História) uma bonita mulher que se assemelhava a Sophia Loren; Stephania (História) e sua maneira peculiar de ver a História do Brasil e do mundo; Maria Clementina (Desenho) gostava de ordem. Tínhamos que fazer um avental onde deveria constar todo o material de desenho. E aí de quem esquecesse um item… Ela tirava 0,25 pontos da nota do bimestre. Era severa, mas uma ótima professora.
Enfim… Poderia ficar escrevendo muito mais sobre estes mestres queridos que nos orientaram e que fizeram com que a nossa turma seguisse em frente. Uma boa porcentagem se formou, se tornaram bons profissionais e o colégio só tem que se orgulhar de seus “filhos”.
O bom e velho Ciridião hoje é referência no ENEM. E não é para menos. Sempre foi um excelente colégio.
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