Já estou de malas prontas. Amanhã me reencontro com São Paulo, um encontro rápido de quatro dias, mas o suficiente para matar a saudade desse grande amor, dessa paixão chamada “Sampa”.
Há alguns anos divido meu tempo entre duas cidades maravilhosas: Brasília e Goiânia. Sou feliz aqui, nessa terra onde o céu é o mais bonito do mundo. De um azul tão incrível que até mesmo os dias chuvosos são cheios de graça. É impossível ficar triste quando olho para o céu do centro-oeste.
Mas a emoção que sinto quando o avião corta o céu cinza da minha terra é mesmo única. É um retorno ao passado. Um reencontro com as paisagens cheiros e gostos da minha infância.
Tenho consciência de que o Belenzinho era pequeno pra mim. Que o vôo foi alçado no momento certo. Mas, porque esquecer daquela São Paulo que me ensinou, que me abrigou em seus braços.
Fico feliz em saber que amanhã estarei andando por suas ruas e avenidas. Sentindo o cheirinho único de suas cantinas, (O Lellis da Bella Cintra é a minha perdição), fazendo cada vez mais compras na José Paulino e comprando cada vez menos na Oscar Freire (risos).
Fico feliz em saber que, como naqueles romances proibidos, meu encontro com São Paulo pode ser rápido, mas com certeza é intenso, apaixonado e nostálgico.
Como todo grande amor, o meu amor por São Paulo é aquele que faz o coração bater mais forte, os olhos brilharem, a alegria irradiar. E esse amor não é clandestino ou proibido. Esse amor é explicito, declarado e abençoado.
Amor à terra que me viu nascer. A terra que me machucou, mas me ensinou. Que às vezes me assusta, mas sempre me encanta. E por quem serei eternamente grata.
Estou chegando São Paulo!
Melhor ainda é poder voltar quando quero!
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