Escrevo tardiamente, embora feliz em recordar uma história estudantil repleta de significado no tempo e espaço, e no qual vivemos intensamente nossa juventude, que cruzaram caminhos no “Colégio Estadual Ministro Costa Manso”.<br>Fiquei extasiado ao ler memórias sobre fatos ocorridos e senti um impulso, desculpe-me a ousadia, em expor em fotos (segue algumas) e fatos um pouquinho deste amor eternizado.<br><br>Meus pais eram da Vila Nova Conceição, da Rua Jacques Félix, onde meus avós eram chacareiros, próximo da Escola Estadual Martim Francisco (onde a professora Imara Pongeluppi contribuiu pela minha formação). A mesma escola que há pouco tempo o governo ameaçou demolir, argumentando que a mesma era ociosa, influenciado por uma especulação imobiliária ávida, mas mais pela valorização dos 10 mil metros quadrados do terreno e que foi impedido por uma ação civil pública. <br><br>Meu pai, Ernesto Fatorelli, colaborou na construção da Igreja São Dimas, sendo um dos pedreiros, estando situada à Rua Domingos Fernandes, onde ele também residiu (segue foto com meu pai no páteo da igreja, ao fundo o Martim Francisco).<br><br>Em 1964 ingressei no “Costa Manso” recém instalado à Rua João Cachoeira, 960, situado próximo ao Córrego do Sapateiro e vizinho ao depósito do Mappin, esquina da Avenida Juscelino Kubitschek.<br><br>O “Colégio Estadual Ministro Costa Manso”, posteriormente denominado “Instituto Estadual”, era de nível elevado, estando sobre a responsabilidade do diretor, Professor Athos da Silva Ferreira, ladeado por professores de formação acadêmica invejável, Como Maiomone, de ciências, Mirtez, história, Tunica, de canto, Irene e Moreau, ambos de francês, Tabir Pirajá, geografia, Lessa, de trabalhos manuais, e tantos outros que sem dúvida alguma formaram a base para estruturar nosso caráter, nossas vidas.<br>Do bom momento de adolescência, das aulas, das provas temidas, das matérias que estudávamos pouco, dos jogos esportivos, dos companheiros, fogem nomes entre os recordados: Nicolai, Sergio Porto, Carlos Miranda, Lessa, filho do professor Lessa, Alfio. Eram os alunos a matéria prima a lapidar pela eficiência dos mestres.<br><br>Nosso uniforme azul marinho garboso, completado por camisa branca onde do lado esquerdo estava bordado o símbolo de uma tocha com as iniciais C.E.M.C.M. (quando tornado instituto trocou-se o primeiro C pelo I) que em tempos de inverno era coberto por espessa japona pesada.<br>A Lei de Diretrizes Básicas, de 1996, aplicada sem muito efeito no precário sistema educacional atual, deveria espelhar-se nestes exemplos e fomentar o desenvolvimento na boa qualidade da educação, exemplificadas nestas instituições públicas educacionais com abnegados mestres que acreditavam poder mudar o futuro do Brasil.<br><br>Perdoa-me se não acertei os nomes próprios.