Li varias historias do site que me levaram às lagrimas, com saudades daqueles tempos. Uma delas, o historiador fala de suas andanças pelos bilhares de São Paulo e também das lutas de Box. Ao lê-la, abriu-se o baú de minhas reminiscências. Eu também era apaixonado pelas lutas e pelos salões de bilhar. Quanto ao Box, cheguei até a participar da diretoria da Federação Paulista quando essa era presidida pelo coronel Vicente Saguas Presas Jr., que havia sido antes diretor do Detran. Fui levado para lá pelos meus inesquecíveis amigos Agnelo de Castro Moura e Domingos Campanella que também eram diretores da Federação. Assisti a quase todas as lutas mencionadas naquela história. Como adendo, quero relembrar as lutas, também no Pacaembu de “Tonico Zumbano”, o Antonio Zumbano, tio do Eder Jofre e irmão do Ralf Zumbano. Era um lutador fantástico que tinha uma direita demolidora. Assisti todas suas lutas, sempre vitoriosas, disputadas no ginásio do Pacaembu. O “Tonico” Zumbano conheci quando tinha mais ou menos 14 anos e freqüentava um bilhar da Avenida Tiradentes, também freqüentado por ele. Nos dias de suas lutas, toda a turma do bilhar ia ao ginásio para torcer por ele. Lembro também da visita do José Luís a São Paulo, para mim, o maior de todos os pugilistas. Enfrentou em luta exibição, o chileno Arturo Godoy. Desta vez a luta foi no estádio do Pacaembu, em ringue instalado no centro do gramado. Estava superlotado. Foi uma exibição de gala do eterno demolidor de Detroit. Lembro também dos campeonatos patrocinados pela Gazeta Esportiva, disputados no clube Espéria. Lá conheci o Eder, ainda menino, começando sua carreira fantástica, sempre acompanhado do Kid Jofre que se não me engano era treinador da equipe do São Paulo, naquela época com sede, no Canindé. Quanto aos bilhares, eu era também um assíduo freqüentador. Além do já citado bilhar da Avenida Tiradentes que ficava em frente à Praça José Roberto, hoje inexistente, pois foi demolida e deu lugar a uma estação do metrô, freqüentava também o bilhar do seu “Ferreirinha”, na Avenida Tiradentes, esquina com a Rua Guaporé, na Ponte Pequena. Esse bar e bilhar ficava quase em frente da casa que eu morava, também na Avenida Tiradentes. Além desses, eu e minha turma freqüentávamos o bilhar existente na esquina da Rua São Caetano com a Avenida Tiradentes, em frente à Estação da Luz. Era o bar “São Paulo Moderno”. Além do bilhar do prédio Martinelli, citado na história comentada, freqüentava também o bilhar que ficava em cima do cinema Paratodos na Avenida Cásper Libero, esquina com Antonio Godoy. Não vou citar outros porque isso seria enfadonho. Na verdade eu conhecia todos os grandes que existiam no centro da cidade. Acredito que muitos dos meus antigos companheiros de juventude lerão esse comentário e comungarão comigo que são lembranças de tempos maravilhosos que vivemos em São Paulo, tempos esses que não voltarão jamais.
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