Quando lá pelo ano de 1950 ia à casa de meu tio Antonio e tia Gina, ele, além de ser tio, era também meu padrinho. Eles moravam na Rua da Consolação, entre a Avenida Ipiranga e Avenida São Luiz. A Rua da Consolação ainda não era avenida, nesse trecho tínhamos o Cine Odeon, com suas Salas Vermelha e Azul, onde assisti a muitos filmes e na época de carnaval pulei muitas matinês, com aquelas marchinhas que faziam muito sucesso.
Ao lado da residência tinha um bar que pertencia aos meus primos, Família Pucci, mais adiante tínhamos a Rádio América que ficava na esquina da Avenida São Luiz, locais esses que deram lugar a diversos prédios.
Diversas vezes ele me levava a passear pela Cidade e íamos também ao Clube Comercial, onde ele trabalhava. Clube esse que ficava ao lado dos Pavilhões do Parque do Anhangabaú e entrada pela Rua Libero Badaró, prédio com uma construção belíssima, sendo seu autor o italiano Felisberto Ranzini, principal projetista do escritório Ramos de Azevedo. O prédio foi inaugurado no ano de 1930, possuía diversos salões de baile, escritórios e lojas, além de ter sediado por algum tempo a Bolsa de Mercadorias, sendo demolido no ano de 1960 para construção do Edifício Grande São Paulo.
Daí íamos ao famoso Bar e Confeitaria Viaduto, que ficava na Rua Direita, quase esquina com a Rua Quintino Bocaiúva, visitar um primo que era contador do referido bar e comer os deliciosos salgadinhos e doces. O Bar e Confeitaria Viaduto na época era um lugar muito frequentado e bonito, com suas mesas típicas da época e ao som de música ao vivo.
Esses locais guardo em minha memória e com muitas saudades de uma cidade de São Paulo bem diferente de hoje em dia.
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