Eu e minhas irmãs nascemos na Bela Vista, para ser mais exato no Hospital Matarazzo, onde meu pai trabalhou quase toda sua vida como técnico de raio X e depois como técnico de manutenção.
Tenho muitas lembranças boas e algumas que me emocionam até hoje. Lembro que no final de ano participávamos da festa de confraternização, onde os filhos dos funcionários recebiam um presente, sendo que o maior presente era aquele momento que passávamos juntos, como amigos e não somente como funcionários e filhos dos mesmos.
Comparo este hospital como o Hospital das Clínicas de hoje, pois recebia pessoas de toda São Paulo e de fora também. Todos os anos na semana entre o Natal e o Ano Novo, frequentávamos a colônia de ferias dos enfermeiros em Peruíbe.
Mas voltando ao hospital, foi lá que tive o meu primeiro emprego, não exatamente no hospital, mas na lanchonete do Toninho (português), como balconista.
Depois de muito tempo voltei ao hospital, onde se encontrava fechado, utilizado como estacionamento e agora prestes a se transformar em outro empreendimento imobiliário. Fiquei muito triste, mas o que mais me emocionou foi que no local onde era a sala de manutenção, onde meu pai trabalhava (localizado nos fundos do hospital). Lá encontrei uma cadeira de rodas muito parecida com a qual meu pai utilizou depois que ficou doente.
Todas as vezes que me lembro do que aconteceu com o hospital, vendo ele fechado, fecho meus olhos e lembro da correria que era e de quantas pessoas eram salvas naquele local.
Só tenho uma coisa a falar, muito obrigado a todos que fizeram parte da historia do Hospital Matarazzo!
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