Labor omnia vincit

Gente, este site me faz lembrar de tanta coisa!
 
Como, por exemplo, quando eu com minha mãe, íamos colher taboa, no brejo para fazer esteiras. Acho que com ela aprendi a tecer, e na esteira nós colocávamos um colchão de palha.
O travesseiro era também colhido no mato marcela, até hoje quando dou minha caminhada paro e colho um raminho para sentir o doce cheiro da minha infância.
 
As panelas, de ferro, íamos lavar no ribeirão, com bucha natural e areia e tinha de ficar bem limpinho. Fogão a lenha, gordura na lata com pedaços de carne do porco criado no nosso quintal…. O quintal tinha uns dois mil metros, um grande cercado, se quisesse carne era só ir buscar.
 
Na sala, caixas grandes de mantimentos em casca. Eu e minha mãe socávamos arroz no pilão, pilão esse feito por meu avô, com madeira de lei.
 
Aos doze anos fui para o Madre Cabrini, ano de 1962. Lá limpei muito chão de joelhos. Aprendi muita coisa como, por exemplo, obedecer. Obediência ás vezes cega, mas me deu muita grandeza de espírito.
 
Hoje meus ombros estão muito cansados, quase não aguento digitar, mas o trabalho ainda continua a vencer, vencer e vencer…