Ah! Quem não se lembra? Aqueles que têm mais de 50 anos de idade, devem se lembrar, como eu, com muita saudade. Essa época foi "uma verdadeira brasa, mora"! Ficávamos a semana inteira na expectativa do próximo programa da Jovem Guarda, comentando qual a nova música, as indumentárias, os gestos, as novas gírias do trio Roberto, Erasmo e Wanderléa, que conduziam com brilhantismo o programa. São Paulo simplesmente parava, aos domingos, para assistir esse evento musical transmitido pela emissora Record, de televisão.<br><br>Roberto Carlos era a estrela maior, com sua alegria, espontaneidade, carisma e voz pequena, porém, muito afinada, suave, cativante. Erasmo era o “tremendão”. Alto, forte, protetor. Como cantor, deixava a desejar, contudo, compunha com Roberto canções maravilhosas, que embalavam os corações da juventude. E Wandeca? Ah, Wanderléa! Objeto do desejo de todos os jovens (e adultos também). Graciosa, encantadora, uma verdadeira ternurinha. Cantora de boleros no programa Clube do Guri foi convidada pela direção artística da TV Record para integrar a dupla, após recusa da cantora Rosemary, que optou por carreira solo. Estava formado assim o trio inesquecível, de uma das fases mais importante da música brasileira.<br><br>A dupla Roberto e Erasmo começou a compor em 1963 e a primeira canção foi: "Parei na contramão", inclusa no primeiro long-play (vinil) de Roberto, com outras 11 músicas, dentre as quais “Splish splash”, outro grande sucesso. A partir desse disco foram mais de 40 gravados por esse artista, considerado até hoje o Rei da música brasileira. <br><br>Tudo isso aconteceu na década de 60. Quem viveu viu e tem saudades. Quem não viveu ouviu falar e desejou ter vivenciado.<br><br><br>E-mail: [email protected]