Jabaquara: fim do mundo

"Região onde havia índios até o final do séc. XVII; o termo tupi significa rocha ou buraco. Também era conhecida pelos antigos habitantes como o fim do mundo, já que era muito despovoada até então. Hoje é o nome de um bairro, avenida, e uma das movimentadas estações de metrô da cidade.”.

Recebi este trecho num papelzinho, que era jogado para o alto junto com milhares de outros, durante as comemorações dos 450 anos, na 23 de Maio.

Achei muito interessante a parte sobre o Jabaquara ser o fim do mundo, porque meu amigo Alessandro sempre falou que morávamos no “Elo Perdido” (seriado de tv); e os moradores mais antigos falavam que a avenida não era asfaltada e tudo era mato.

Quando me mudei para lá, antes da chegada do metrô, ainda havia um clube de campo e casas com grandes quintais e árvores, no lugar onde seria a estação. Também me lembro que o córrego tinha águas limpas. Isso não aconteceu no século passado, mas há 35 anos somente.

Com as obras do metrô, o clube virou um grande canteiro, sobrando apenas o Sitio da Ressaca e suas palmeiras. Lá havia uns tubos enormes de concreto onde brincávamos. Aliás, desta tubulação pronta, os meninos entravam pelos bueiros, chegando dentro do pátio do metrô. Eles também nadavam naquela “piscina” da caixa d´água. Lembram daquela tragédia de alguns anos atrás?

Morei por muitos anos na rua que era da Padaria 3J, mas que muitos conheciam como a “rua do campinho de futebol".