Não sei precisar o ano. Mais, com absolutíssima certeza, era primeiro de ano (01/1), quando, pela manhã, levei minha filha, então com 3 anos de idade, para dar umas voltas/passeio no Monumento da Independência, o qual situa-se dentro do Parque da Independência no Ipiranga, ali no fim da Avenida D. Pedro II, sendo ladeada pela Avenida Nazaré e Av. Ricardo Jafet, tudo no Ipiranga.
Era primeiro de ano, portanto, um dia para relaxar das festas de fim de ano que acabávamos de comemorar. Pois bem, levei minha filhinha ao monumento, depois ela andou de triciclo; enfim, a descontração foi tamanha, de forma que não vimos o tempo passar.
Quando estávamos deixando o monumento, eu fiquei atônito, parado, não acreditando no que via à minha frente. Acontece, senhores, que ali no Monumento à Independência, estava presente o fundista campeoníssimo de maratonas e São Silvestre à granel, "Paul Tergat".
O grande atleta estava acompanhado de dois fotógrafos, um brasileiro e o outro africano, quando, para confirmar, indaguei ao brasileiro se aquele era mesmo "Paul Tergat", o que, de pronto, foi confirmado pelo fotógrafo.
Pus-me à frente do atleta e estiquei meu braço para cumprimentá-lo, no que fui atendido, pois o mesmo era humilde e atencioso. De pronto, ele engraçou-se com minha filhota a ponto de pegá-la no colo e ficar com a mesma durante uns cinco minutos em seus braços. Eu já sabia que o mesmo gostava de crianças, tanto é que no Quênia ele se dedica às crianças necessitadas, e olha que lá isto é igual água cá no Brasil.
Enfim, este momento histórico para mim, infelizmente, e ponha infelizmente aí, não pude fotografar. Naquele primeiro de janeiro que deve ser de 2001 ou 2002, pois um dia antes ele havia ganhado mais uma das suas cinco São Silvestre….
Foi um dia que somente eu e Deus pai todo poderoso sabemos que aconteceu… O grande "Paul Tergat", ali no Monumento à Independência, ao vivo, na minha presença, pegava ao colo minha amada filha que hoje conta com 12 anos de idade. Isto aconteceu comigo, mis eu não tinha como registrar com foto aquele indelével momento. Mesmo sem as fotos, sinto-me feliz e agradeço a Deus por ter vivido aqueles momentos.
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