Imitação da Vida… Etapas

-“Billy, que horas são?”<br>Billy… Esse era o meu apelido. E a pergunta fora feita pelo meu amigo Augusto, em plena Rua Voluntários da Pátria, nas proximidades da padaria Polar, no imortal bairro de Santana.<br><br>Isso, se não me engano, ocorreria lá pelo ano de 1962, o mês me saiu da lembrança.<br>- “Aonde você vai com tanta pressa?”.<br>- “Sim, estou com pressa para encontrar a minha doce Ana Maria, que estuda no Colégio Santana, aquele situado no inicio da ladeira, ufa… Zé eu estou completamente apaixonado por esta garota, comprei até um disco que tem seu nome em uma musica cantada por um cantor italiano. Não me canso de ouvi-la na minha surrada vitrola. Zé eu não sei se meu amor é platônico ou algo parecido. Não vejo a hora de poder tocar em seu braço, mesmo que seja um leve toque, para sentir o balançar do coração. Zé como é gostoso o sentimento de poder amar uma pessoa, é algo dos céus, é indescritível. Zé ela é tão linda, os seus olhos meigos me cativaram e para a minha sorte ela também retribui com o seu olhar, o seu sorriso esse afeto. Zé como é deslumbrante vê-la vestida de azul e branco em seu uniforme de colégio. Foi um momento mágico quando ela veio ao meu encontro na saída e sem cerimônias deu o primeiro beijo nesse incrédulo e tímido rapaz. Fui às nuvens na imensidão do céu estrelado.<br><br>Tempos depois…<br><br>Em pensamento:<br>- “Zé, tanto tempo passou. Você ficou doente, infelizmente fostes para o outro lado do mistério. E a Ana Maria… Acabou-se o encanto, parece que ela casou-se com um colega de faculdade e eu pobre mortal acabei me casando com outra pessoa. Essa de pés no chão e não como eu um eterno sonhador, incrível aos 68 anos de idade…”.<br><br>Imitação da vida… Adeus…<br><br><br>E-mail: [email protected]<br>