Localizada na Rua Maria Eugenia, uma travessa da Av. Celso Garcia. Na minha época os padres eram da Sociedade do Verbo Divino, criado na Alemanha. O seminário desses padres ficava no Bairro de Santo Amaro na Rua do mesmo nome "Verbo Divino". Tinha o Padre Germano que era o vigário e o Padre José, que dava as suas bênçãos diariamente, sendo confundido por muitos como Padre "Espírita" ou até de Exorcista. Todo final de ano no seminário da SVD formavam-se em média oito padres, que eram encaminhados para a Igreja Cristo Rei, onde permaneciam por um ano fazendo uma espécie de estágio, celebrando missas, confissões, casamentos, batizados, visitas a doentes e participando da comunidade. Após esse ano eles eram designados para comandar uma paróquia, podendo ser aqui no Brasil ou em qualquer lugar do continente. Como eram as missas aos domingos:
6h – Missa geralmente frequentada por pessoas mais idosas, ou pessoas que tinham compromisso ou um passeio durante o dia, tendo o resto do dia a disposição com o compromisso de cristão cumprido nesse domingo.
7h – Missa das Filhas de Maria e dos Congregados Marianos. Aberto também a toda comunidade evidentemente.
8h – Missa acompanhada pela "Cruzada Eucarística", formada geralmente por meninas da faixa etária 14 a 15 anos.
9h – Missa das crianças que se preparavam para a primeira eucaristia (catecismo).
10h – Era a missa dos adolescentes, que se perfumavam e vestiam como dizíamos antigamente "roupa de missa", onde havia mais paquera do que fé. Era assim que eu entendia, não sei se estava certo.
11h – Missa dos ricos. Aquelas pessoas que chegavam tarde da balada ou de alguma festa, e dormiam até tarde.
19h – Pessoas que gostavam da missa noturna, ou aquelas que tiveram durante o dia algum compromisso.
Eu como Congregado Mariano, gostava da nossa entrada na missa, onde cantávamos o Hino:
Hino da Mocidade Católica
Mocidade brilhante e sadia sai da inércia em que estás!
Renuncia à nação criminosa! De pé! De pé!
Deu a voz de comando Pio XI:
Carrilhões os sinos de bronze
E descem do alto seus brados de fé.
Leva contigo como penhor, o lenho amigo, a cruz do amor!
Sorri fagueiro ao teu Brasil! Olha o cruzeiro no céu de anil.
Luz refulgente, brilhos do céu, que em nossa mente Deus acendeu.
Não esmoreças! Sempre de pé! Não esmoreças da santa fé!
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