Tinha eu 14 anos quando ao lado do Colégio Piratininga foi instalada a primeira fast-food que conheci. Chamava-se Bull-Dog e era na garagem de uma casa. Ficávamos embevecidos de olhar as salsichas cozendo e rodando ao mesmo tempo e comportava mais de duas dezenas de unidade, em cima de cilindros dispostos lado a lado!
Era o sinal dos tempos! Quanta tecnologia! Onde iríamos parar? O hot-dog vinha acomodado em uma caminha de papelão e com 5 chips de batata. Mostarda e catchup à vontade em cima do único balcão.
Crush e Coca-cola para todos, ao invés do Guaraná-caçula.
Mas a influência norte-amaricana não parou por aí. Mal conseguíamos absorver tantas novidades e não é que chega uma juke-box? Ouvíamos não só os hits do momento, como qualquer coisa. O importante era se ter um ar casual como se fôssemos entendidos.
Foi com tristeza que vimos a demolição das casas vizinhas e o fim do Bull-Dog, para dar lugar a um novo prédio, o de Química Industrial do Colégio Oswaldo Cruz. O nosso pesar foi logo compensado com o conhecimento de muitos novos amigos. Afinal, éramos teen-agers!
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