Homenagem à pequena grande atriz

Assim ela foi brilhar lá no alto no imenso azul e na imensidão do infinito. Irreverente, divertida, carismática, talentosa e extremamente doce. Nos seus 75 anos Dirce Migliaccio era uma menina, viveu personagens marcantes, encantadores, alimentou nossos sonhos de viver um mundo melhor. Com propriedade fazia nossos sonhos voarem em busca do lúdico. Quem não se lembra de "Pluft", doce, ingênuo e astuto ao mesmo tempo, com a ternura presente nos seus olhos espertos; ou como uma Cajazeira extremamente submissa a determinação de uma religião e tão frágil e carente em o "Bem Amado", e outros inúmeros personagens no teatro, sua grande escola e seu amado palco.

Dirce que eu conheci por intermédio de sua irmã Antonia Migliaccio, minha colega de trabalho lá pelos idos de 1965, minha amiga irmã, que proporcionou momentos de felicidade com suas maluquices.

Dirce a iluminada, parte de uma família iluminada também: Antonia que não é atriz porque não quis (tem um potencial enorme), Flavio muito querido e amado por todos, os irmãos, filhos de uma mãe linda e doce que a esta hora deve estar acariciando sua menina.

Dirce já estava fazendo muita falta; agora dói a despedida, mas a viagem é isso, só acontece quando a gente cumpre o dever de casa, tenho certeza que o dela estava maravilhosamente cumprido.

Que o nosso bom Deus te receba de braços abertos e te acarinhe com o amor infinito do Pai.

Voe minha linda amada e eterna, voe para a Luz Maior.

Vamos visualizar Dirce, uma estrela de luz.

Amém

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