Futebol outra vez!

Com dezenove anos, já contei essa história aqui no site, fui para São Paulo com intenção de estudar, trabalhar… Queria ser alguém e num centro grande as chances e oportunidades são maiores. Morei a princípio em Santo Amaro com um amigo conterrâneo, o Zé Paulo, palmeirense roxo. Íamos aos estádios para ver e assistir o "Parmera" jogar. Não era palmeirense, mas como o Zé Paulo, meu cicerone, era o verdão, não podia me manifestar. Quanto mais o Zé torcia, mas eu ficava com raiva daquele time. Hoje encontro o colega e amigo com pouca regularidade e ele não desconfiou nunca da minha torcida anti-palmeirense.
O tempo foi passando. Um jogador aqui do sul foi jogar no Palmeiras era o Toninho centroavante rápido, goleador fazia gols aos montes. Neste time lembro do Luizão zagueiro central, do Valdir, do Ademir da Guia, Djalma Santos um timaço; senão me engano o Leivinha apareceu por esse tempo.
Anos depois o jogador Edmundo se consagrava no Palmeiras na era Luxemburgo, César Sampaio, e outros craques. O Palmeiras se tornou campeão não sei em quantas modalidades.
Passados ainda alguns tempo, pasmem, o Edmundo veio jogar no Figueirense e se tornou um grande goleador, recuperando o prestígio já meio abalado. Resultado, quando terminou seu contrato, todos aqui esperavam a recontratação, o jogador retornou para o Palmeiras. Virei então a partir daí, fã palmeirense também pela presença do goleiro Marcos. Minha intenção nesta história era contar também um secreto segredo. Queria ser jogador de futebol. Por esta razão também fui para São Paulo me aventurar. Mas ficou mesmo somente nas peladas que meu colegas de trabalho arrumavam. As portas dos clubes eram e são bem fechadas tanto naquele tempo como agora. Se o atleta não tiver um "padrinho" ou um empresário, não consegue espaço nem para treinar. Com isso me revelo então: sou daqueles atletas ditos frustrados, por não terem tido uma chance de atuar em um time profissional. Querer eu queria, mas não foi possível. Por isso que quando o assunto é futebol me apresento e aqui existem muitos os entendidos, estou de olho vendo e esperando as contribuições de vocês.
Cogitei, é a pura verdade, treinar no Corinthians quando o reizinho do parque São Jorge iniciava a sua carreira de glória, o hoje Bigode. Mas certas coisas não são para todos, mesmo assim não fiquei magoado nem ferido com ninguém.
Para terem um idéia do meu potencial, rsrs, em minha terra natal, joguei bola com Valdomiro Vaz Franco, profissionalizou-se muito rápido, ex- internacional e do selecionado brasileiro e outros jogadores do meu tempo como Nilzo, ex-Santos, Hélio (Portuguesa de desportos), Tenente ex-São Paulo e já falecido e tantos outros.
Foi assim então, que por muito pouco não me tornei um jogador corintiano. (É demais!) E meus colegas que me conheceram atestam a minha capacidade futebolística, rsrs. Minha esposa para não me deixar inflado, costuma dizer: menos tá! abaixa tua bola, Abraços.

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