Futebol do Canindé

Antes de mais nada, sou corinthiano, é que acabei sendo levado pela emoção e o amor familiar.

Começando então, Dener-8 (amigo), Tico-7 (primo) e Cobal-9 (irmão)… Tenho saudades do tempo em que este ataque do time infantil da Portuguesa de Desportos, na década de 80, dava trabalho para muitas equipes do infantil da capital e do interior, em campeonatos paulistas e taça São Paulo de futebol júnior.

Acompanhava sempre que possível esta molecada, levando eles de carona aos treinos e jogos. Sempre que vejo as fotos que tenho deles ainda no infantil, juvenil, juniores, sinto um aperto no coração de saudade destes jogos.

Lembro-me também de alguns jogadores do elenco (Choquito, Sinval, Carlinhos, Souza, Juarez, Roman, Ricardo, Maninho e outros), sem dizer os craques que tinha afinidade (os Irmãos Bento e Bentinho, o Nilson, Roque e outros).

Tenho certeza de que se o Dener estivesse vivo hoje, e no auge de sua carreira, ele seria o melhor do mundo, sem dúvidas, e com muita certeza. Vi este cara do infantil ao profissional desequilibrar defesas, driblar 4, 5, 6 adversários antes de fazer o gol, como o cara era habilidoso.

Teve até uma passagem na várzea que eu tive que jogar contra ele, sem querer, é claro, foi pura coincidência: eu jogava por um time do bairro do Limão, na zona norte, fomos disputar um festival, e no time do meu adversário estava o próprio Dener, ele estava afastado por contusão da Portuguesa e foi jogar na várzea, tamanha vontade de jogar… Com certeza perdemos este jogo, é claro.

Vi este cara no Piritubão contra o juniores do Guarani ser escalado no decorrer do segundo tempo de partida mesmo estando machucado, na arquibancada, ao meu lado conversando e ele me disse: “se eu entrar, vou acabar com este jogo”. E pode acreditar, 2 X 0 Portuguesa, dois gols dele.

Estes nomes que citei acima, para mim, sempre serão meus grandes craques.

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