Futebol de várzea – Flamenguinho

Futebol foi, é e sempre será uma paixão do povo brasileiro, principalmente para todos aqueles que tiram um tempinho da semana para correr atrás da pelota (assim como costumávamos falar). Quando garoto, adorava acompanhar meu pai para todos os lados, principalmente aos domingos, pois eram às margens da Represa do Guarapiranga que a magia do futebol acontecia. Os jogos eram marcados pelo secretário do time, e a data e o nome do adversário eram marcados no quadro do bar do Sr. Benone ou em um papel na padaria da Bela Vista (locais onde a turma costumava ficar após as partidas).

Minha mãe não gostava muito que eu frequentasse os jogos, pois tinha medo das más influências e das confusões que aconteciam de vez em quando. Mas, meu pai sempre me ensinava a ficar bem longe desses tipos de problemas e o pessoal do time sempre me respeitava, assim como eu respeitava todos. Tenho lembranças de muitas histórias que ocorreram nesse campo e também nos campos dos adversários que esta equipe enfrentou, assim como viagens para o litoral, para o interior e para outros bairros de São Paulo onde o Flamenguinho levou seu futebol. É claro que o objetivo era a vitória, mas nem sempre foi possível almejar esta missão; acredito que o mais importante e valioso troféu que este grupo conquistou foi a amizade.

Sei que faz muito tempo, mas lembro de alguns nomes e apelidos destes que o futebol reuniu como amigos: Carlão (meu pai), Biluca, Tonhola, Perninha, Vermelho, Mão de Onça, Jair, Alvaro (meu tio), Zé Maloca e outros que, infelizmente, não me vem à memória, e por isso peço desculpas por não mencionar aqui, mas que estarão sempre na história do Flamenguinho e também na minha. Faço um pedido a quem ler e souber o nome de outros ex-jogadores deste maravilhoso time, favor enviar um comentário acrescentando os nomes, pois acho que seria, e é, uma pequena homenagem a estes que não foram astros do futebol, mas amavam quando estavam em campo pelo Flamenguinho.

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