Na sala do Hospital
Osvaldo Cruz eu estava
esperando você,
aguardava.
Com um bloquinho
de papel na mão,
desenhava.
Tinta verde na caneta,
bons traços fazia.
Um quadro na parede,
era o meu guia.
Associava e na ponta
da mão, uma nova
ilustração.
Depois de longo tempo,
você aparecia ainda deitado,
sedado,
com uma enfermeira e
dizendo:
– “Sem ela, eu não vivo!”.
Tão inédito,
falando assim,
achei boa
a tal anestesia…