Hoje despertei numa terça-feira com cara de domingo. Sabia desde véspera que hoje teria uma bela festa em minha cidade. Primeiro pelo feriado prolongado, que apesar da agitação dos paulistanos, adoramos, pois só assim conseguimos fazer um pouquinho mais do tanto que já fazemos, além da corrida para o interior e a sempre descida para o litoral. Aliás, sou santista de nascimento, mas paulistana de alma e coração.
Como faço quase todas as manhãs na companhia de uma xícara de café fresquinho, leio em primeira mão o jornal O Estado de São Paulo. Cresci vendo meu pai a devorar página por página tal exemplar na sua edição de domingo.
Estampado na primeira página do tal periódico, a homenagem a esta senhora de 457 anos. A felicito, pois dias atrás foi ela que me acolheu em minha data natalina. Vou direto ao caderno especial dedicado a ela.
Na sua cronologia, em 25 de janeiro de 1554 o padre Manoel de Paiva reza a primeira missa campal na frente do Real Colégio de Piratininga, marcando assim a fundação da cidade.
Fico sabendo que em 1991 ela ganhou a atual divisão distrital, ou seja, 96 distritos, pois até 1990 eram apenas nove distritos e o principal deles abrangia quase todo o centro expandido e se subdividia em 48 subdistritos.
Antes havia um conceito de centro e periferia formado por um triângulo cujos vértices podemos colocar como Perus – Itaim Paulista – Parelheiros.
Fico sabendo que o bairro da Vila Mariana é o primeiro da lista quanto à segurança, seguidos pelos bairros da Saúde, Mandaqui, Tucuruvi, Bela Vista, Butantã, Liberdade, Morumbi, Mooca e Cachoeirinha.
A essa altura, minhas impressões de que estava a quem da segurança estava ali confirmado, mas quero crer que Santo Amaro seria o décimo primeiro – quero crer.
A avaliação seguinte descrevia os bairros mais caros quanto o metro quadrado e Moema estava lá no podium e, para espanto meu, sua vizinha, Campo Belo, em 10º lugar e continuo acreditando que Alto da Boa Vista estaria em 11 lugar.
Vou encontrar o meu bairro de Santo Amaro em 7º lugar no quesito consumo, onde a reportagem destaca o texto: "Se você precisa – e adora – comprar". Nesta reportagem dá-se destaque a uma loja centenária da Rua Santa Efigênia, onde são encontrados 3,5 mil tipos de lâmpadas distribuídas em 37 prateleiras e 13 armários.
Neste ranking de 7º lugar, Santo Amaro também aparece nos quesitos Gastronomia e Os mais boêmios.
Outros dados interessantes desta cidade em números é que somos 11.244.365 milhões de habitantes com R$320 bilhões do PIB – 15% do PIB da América do Sul.
Consumimos um milhão de pizza por dia, além de 17 mil sushis aproximadamente por hora, e que abrigamos as maiores populações fora dos seus países de origem e que são elas: japonesa, espanhola, portuguesa e libanesa.
O metrô transporta 3 milhões de pessoas por dia, mas já transportou mais de 18,9 bilhões de passageiros; 300 mil motoboys apesar de que a sensação "térmica" com certeza é o dobro ou quiçá o triplo, seguido de 32.766 mil táxis, sendo a 3ª maior frota da América Latina.
A rede de iluminação pública de São Paulo é a maior do mundo, com 530 mil lâmpadas e que 600 prédios são erguidos por ano.
E assim segue a reportagem detalhando pontos pitorescos desta metrópole maravilhosa que acolhe a todos independente da cor, credo, sexo e… Estado civil, aonde a pesquisa registrou sendo Pinheiros o bairro que mais acolhe os solteiros e lá está Santo Amaro em décimo lugar.
Me sinto tranquila por estar no lugar certo à minha condição, por opção de solteirice; e só por curiosidade, o bairro do Cursino ganha o podium dos casados.
Vou encerrando por aqui, pois tenho que me preparar para a festa que já corre solta em alguns pontos desta minha querida amiga a Cidade de São Paulo.
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