Na hora do almoço ou nos intervalos para o lanche, em ambientes próximos ao nosso local de trabalho, se sai por alguns minutos para um breve intervalo e descanso. É o recreio que antigamente chamávamos os intervalos de aulas nas escolas públicas. Claro, eles ainda existem?
Estamos na metrópole paulistana. É um ritual que não passa esquecido em nossa memória e imaginação. Acontece em todos os lugares do mundo civilizado.
É à hora da pausa. Para um intervalo junto com os amigos mais íntimos ou mesmo em se tratando de colegas de trabalho; nada a opor, pois dessa parada obrigatória, faz recuperar a calma, o equilíbrio, raciocínio e, depois disso, a produção cresce e continua.
Para os moradores da cidade de São Paulo, creio eu que têm seus hábitos peculiares e tradicionais da boa mesa, na hora da refeição, dos fast-food e dos lanches na hora da fome e do apetite vêm em boa hora.
Lembro-me dessas ocasiões durante a nossa jornada de trabalho. Muitos vinham de longe de suas casas, e não tinham tido tempo para um bom "brackfast" matinal; o lanche era feito durante o expediente, entre 9h30 até às 10, ou depois disso, entre 10h até ás 10h15, no máximo.
São momentos que jamais esqueceremos. Neles está o corre-corre dos que entram nos restaurantes ou lanchonetes, a fila do caixa, e dos que preparam a comida e dos que as servem. Mesa tal, lá vai a entrega.
Todos nós, repito, conhecemos bem algumas desses locais, que em geral faz o atendimento para dois públicos, almoço e jantar, ou, então, para um lanche rápido, ou das rodadas de redondas já comuns entre nós, entre amigos, acompanhados de uma boa pizza.
Alternância esta que ocorre quase em todas as casas do gênero alimentício, pois assim, melhor atendem e geram lucros e os recursos para a casa se manter, num negócio próspero.
Em nossas lembranças estão muitos desses lugares. Depois de certo tempo, nos dias atuais, acabam por desaparecer de repente do nosso cenário cotidiano. Mas há algumas casas que permanecem, viram centenárias. A gente conhece suas histórias pelos jornais.
Já me referi em outros textos sobre os chamados Empórios. Esses têm a cara diferente, em geral comercializam produtos importados, cereais, etc. ou nacionais, porém, quase todos de muito boa qualidade. São Paulo tem muito dessas casas.
É preciso não esquecer da nossa lembrança, os mercados municipais e as nossas feiras livres. Essas têm o apelo popular, e o requinte necessário e não há gente que as dispense. Até mesmo são preferidas, entre as casas de hoje, os grandes supermercados ou Shoppings Centers.
Descobri uma razão da preferência por Shoppings Centers, pois são mais seguros, têm vigilância constante, além da vantagem dos estacionamentos no mesmo imóvel.
Quem não se lembra dessas casas e do Tetê a Tetê das conversas típicas de
botequim? Aquele chope gelado, aquelas empadinhas de palmito ou camarão,
etc. para o acompanhamento durante o tempo de permanência, e às vezes também regadas à uma cerveja bem gelada.
Lembro que havia entre nós, bebedores de cerveja, os que preferiam as "loiras" em embalagem de casco escuro, pois entendiam que nesse frasco de vidro, agregaria uma melhor qualidade do líquido produzido pelas cervejarias.
Sendo um bebedor contumaz, sou daqueles que os amigos mais chegados dizem
ser o típico bebedor que aprecia a cerveja… Só de pensar já me dá água na boca. Lembram vocês das marcas de cervejas? Umas do tipo Serra Malte, marca Original, Brahma, Antártica… Boêmia, clara ou escura que vai melhor no inverno frio.
Há também os que preferem o vinho. Esta bebida, sendo mais forte, precisa ser acompanhada de água mineral para assim melhor digeri-la. Para os apreciadores do bom vinho, parece ser assim o hábito, o melhor aconselhamento para não embebedar-se. Mas como não entendo bem desse produto, não posso opinar com autoridade. Conhecendo pouco da bebida, exceto que vem da uva amassada e depois fermentada. Seja lá como for, não se discute: é uma ótima bebida.
Aperitivos também são bem-vindos, desde que se conheça a qualidade do produto. Uma boa cachaça de Minas Gerais é bem apreciada. As cachaças de Salinas são muito procuradas. Não conheço nenhuma bebida desse tipo que venha de São Paulo… Existem?
Se for o caso do "happy hour", a hora feliz dos encontros mais chegados, o papo passa a ser outro. Estes duram mais tempo, geralmente à noite, ocorrem mais intensamente às sextas-feiras, depois do expediente encerrado. É uma hora para os executivos e trabalhadores para se ter a descontração, claro, com todo o comedimento.
É nessa hora que vai bem aquela bebidinha destilada para relaxar o cadáver que, durante toda a semana, deu um duro danado. É com muito ou pouco gelo, isso depende do gosto de cada um.
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