Tenho 51 anos, todos passados aqui. Quando nasci em 1960, São Paulo era a cidade da garoa mesmo. Pela manhã a água que se deixava em bacias virava pedra de gelo.
Eu me lembro de colocar um papel enrolado na boca e dizer que estava fumando porque a fumaça saia da boca. Sempre amei a minha cidade, passei uma infância extremamente pobre, morávamos em um cômodo, eu e minha família – éramos quatro, todas mulheres.
Cresci, estudei por aqui, casei e tenho uma filha. A cidade cresceu e eu estou envelhecendo, mas sempre admirando a minha cidade.
Cidade acolhedora, como uma mãe que quer ajeitar todos ao seu lado, mesmo sem saber como. A cidade se encheu de bares restaurantes, lojas, carros, e o meu amor cresceu… Claro que a acho agitada,mas se saio dela um pouco, bate uma saudade, uma vontade de ver os prédios e ruas de novo, carinhas de todos os tipos pessoas de todas as parte, músicas misturadas, sonhos aos milhares.
Querida cidade que não dorme, que agora vai da garoa ao sol forte! Te amo exatamente como é!
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