Escola Técnica de Economias Domésticas e Artes Aplicadas Carlos de Campos

Início de minha juventude…

Só para chegar lá, um martírio: acordava às 5h00 da manhã, pois entrava às 7h00, tinha de me despencar da Mooca até a Rua Carlos de Campos, sendo que o ônibus me deixava no parque Dom Pedro II. O resto do percurso, como já disse outrora, era uma caminhada só!

Antes de chegar na porta de escola, pelo caminho mesmo, já ia me desmontando, desenrolando a saia para ficar no comprimento normal, retirava o lápis do olho, e por fim limpava o batom; coisas de menina no auge de seus catorze anos.

A escola era uma delicia, tínhamos cursos de quase tudo o que se possa imaginar… De pintura, cerâmica; flores; puericultura; culinária; costura; crochê; tricô; bordado, e vai por aí afora. Também, uma escola com esse nome, dá pra imaginar, né!

Antes do início das aulas, fazíamos fila para cantarmos o Hino Nacional, coisa que hoje…

Por ser uma escola especializada em nutricionismo, nós alunos, os que não estivessem de acordo, tínhamos de entrar no regime alimentar da escola, e que eu era pequenina e mirrada para a idade, já viu, lá ia a Sueli tendo de tomar o lanche da manhã na escola: pão com manteiga e mel (na época me informaram que esta mistura era igual a se tomar óleo de fígado de bacalhau, lembram?) e leite com aveia.

Como eu saía às 13h00, tinha de almoçar na escola, e a comida era com muitas vitaminas misturadas, não dá pra nem lembrar do pão… enjoo.

Mas, não é que deu certo?! Hoje sou uma robusta senhora.

Sinto-me saudosa da minha turma, de meus professores, dos inspetores e até do diretor; pois naquela época, a relação entre aluno e professor era um respeito mais que mútuo. Nós éramos uma família escolar, bem longe, mais muito longe de hoje, onde as escolas são palco de drogas e violência.

Que saudade de minha juventude acompanhada, protegida, educada e saudável.

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